Cá estamos nós em Agosto - oitavo mês do ano - e a pessoa teve pr'aí uns três dias de glória, se tanto (e a probabilidade de algum deles ter sido sob o efeito do álcool é grande, portanto nem vale). Continuo com o mesmo mood anterior e provavelmente com mais um ou dois quilos. O que é que isso importa para uma rebelde como eu que foi expulsa das consultas de nutrição asseguradas pelo sistema nacional de saúde? Na-da.
O meu "amigo" voltou a estabelecer contacto. Na verdade, nunca deixou de. Desaparece, reaparece, desaparece. Não foi um contacto feliz. Ele tem uma "namorada" nova. Era suposto estar quietinho, não? Lembrou-se de me enviar mensagens durante uma viagem de trabalho. Tipico. Sai debaixo da asa dela, faz o quê? Actualiza a lista de contactos. Não devo ter sido a única. Conversa p´raqui, conversa p´rali, pergunta: "tens saudades minhas?". Tenho, mas não podia responder que sim. Até porque as saudades que tenho são de abraço e de pêlo, de mais não podem ser. Tentei ser pedagógica como sou sempre, "se pensares um bocadinho, sabes a resposta". Soou um pouco a educadora do jardim de infância, mas a criatura tem 25 anos. "Eu sei que é não, e faz sentido, e é normal". Então porque é que perguntaste caralho?! Expliquei-lhe que a vida seguiu - já lá vão 6 meses - sublinhei que ele também fez as suas escolhas (aparentemente porque ele não escolhe, ele encosta-se onde puder). Depois veio o discurso da vítima (óbvio!) e o elogio da minha pessoa, duas estretégias muito usadas por pessoas manipuladoras. Esta manobra de diversão foi a ginga em cima do bolo. Desatei num pranto como há muito não me acontecia. Senti-me tão impotente que só restou desafogar-me sentada na secretária do trabalho a olhar para o ecrã do telemóvel. Só chorei duas vezes neste trabalho, curiosamente das duas vezes a razão foram homens. Respirei fundo e expliquei-lhe o que se tinha passado. Senti que o devia fazer, então fiz. Correu bem? Não. Claro que não.
Disse-lhe que achava que ele era boa pessoa (continuo a achar isso, na sua génese, é), que estava a gostar de conhecê-lo e que me tinha trazido sensações boas e intensas, mas que me tinha sentido um usada por ele (sexualmente falando) e isso tinha-me deixado desconfortável. Confrontar um manipulador com a verdade dos factos nunca é boa ideia, muito menos quando pomos em causa o sistema que eles estão habituados a utilizar. Disse-me que me queria ligar. Ligou? Não. Disse que queria ser meu amigo? Esforça-se por sê-lo? Não. Disse que eu não tinha percebido que ele estava a gostar de mim de verdade e que queria que a nossa relação se desenvolvesse, mas eu não deixei. Claro. De quem é sempre a culpa? De quem nunca a tem. Expliquei-lhe também - com mão firme - que não devíamos ser amigos nem nos aproximarmos. Desejou-me felicidades. Disse que eu era das melhores pessoas que alguma vez tinha conhecido. Que merecia encontrar alguém que me fizesse realmente feliz e que sabia que eu ia encontrar (acredita mais ele do que eu). E... restringiu-me. Claro, as pessoas inconvenientes devem restringidas. Pancada até ao fim. Como é que não hei-de estar exausta? A parte positiva é que ao contrário da minha dieta, este jejum eu tenho conseguido manter. Que pessoinha do caralhinho! Porque é que as boas rolas vêem sempre com os piores donos?
Ando respondona, chata, não consigo divertir-me nem entusiasmar-me com nada e acho que está todo o mundo mais ou menos assim. Toda a gente me irrita. MUITO. Mesmo, muito. Tenho um contactinho novo. Na verdade, ele ainda não se dignou a dirigir-me palavra, mas amigamo-nos através das redes sociais. Fui eu que tomei a iniciativa de adicioná-lo no facebook (pareceu-me menos óbvio) e ele depois enviou convite no instagram. Faço likes nas fotos dele com o cão assim ele não sabe se é por causa dele ou do animal. Ele nunca reagiu a nada. É mais velho, mas mais novo, lol. Tem 37, um trabalho estável, hobbies interessantes, uma moto e cães. Consta que está solteiro há bués, mas se for pr'a ficar especado a assistir aos stories sem fazer nada, o comboio vai andar e depressa. Se eu quisesse audiências, tinha concorrido ao Big Brother.